


Doenças
a) Antracnose: provoca o aparecimento de várias manchas brancas com anéis vermelho-escuros com o tempo. As manchas tornam-se amarronzadas. Das manchas, formam-se buracos e as folhas caem. O controle químico é feito com pulverizações à base de enxofre. Durante o período de crescimento, pulveriza-se semanalmente com Maneb ou zineb.
b) Cancro: os fungos penetram pelos cortes da poda, nó de articulação do enxerto ou ferimentos causados por ferramentas. Aparecem manchas marrons grandes que circulam os caules, atingindo as folhas. O controle é feito com pulverizações à base de enxofre.
c) Tombamento: aparecem quando se tem excesso de umidade e temperatura baixa. Causam o apodrecimento da haste junto ao solo. O controle deve ser preventivo com a desinfecção do solo.
d) Ferrugem: formam manchas pulverulentas nas partes inferiores das folhas que depois murcham e caem, e nos caules. As manchas podem ser alaranjadas, amarelas ou marrom-avermelhadas. O controle é feito com pulverizações de enxofre, Zineb ou Maneb.
e) Míldio pulverulento: o ataque é feito nas partes novas da planta, formando manchas marrons cobertas por um pó branco ou cinza. As folhas enrolam e secam. O controle deve ser químico, à base de enxofre.
Preparação da Mãe(flor que irá fecundar-se) para um cruzamento de rosas
Encontrei isso no livro MANUAL DE CULTIVO DE ROSAS de Daniel Roberto Ramos da Silva, e achei que podia ser do interesse de alguém.
Escolhido os pais, o primeiro passo é a preparação da mãe, isto é, a flor que irá fecundar-se e produzirá as sementes.
Em todo processo de preparação para a polinização e na polinização propriamente dita, existe o risco de contaminação da planta por polens indesejados e até mesmo a auto-fecundação; isso estragaria todo o trabalho de anos pois, imagine a possibilidade de que a planta polinizada tenha recebido uma visita de um inseto que também trouxe com ele alguns polens e, justo estes polens de procedência incerta consigam fecundar a flor. Você recolhe as sementes a as cultiva e qual não será sua surpresa ao perceber que o resultado é completamente adverso ao esperado. Por isso, todo o cuidado e higiene são necessários.
O material usado nessa primeira etapa é basicamente: lâmina (estilete, tesoura pequena), uma pinça, um pincel de cerda macia e saquinhos de papel.
Para a flor mãe é prudente escolher uma flor ainda em botão a desabrochar em prazo de dois dias, isto é, um botão bem formado porém com o centro da flor ainda firmemente coberto pelas pétalas e os sacos políneos ainda fechados.
Com o auxílio de uma lamina ou simplesmente com os dedos deve-se extrair cuidadosamente todas as pétalas e posteriormente os pistilos conservando na flor somente o carpelo e as anteras.
Após a limpeza da flor, o carpelo deve ser envolvido com um pequeno saco de papel resistente de forma a não permitir a visita de nenhum inseto ou mesmo a entrada de pólen indesejados vindos pelo ar. Os saquinhos podem ser facilmente feitos por você mesmo usando cola e papel sulfite.
O estigma está receptivo ao pólen quando apresenta em sua superfície um aspecto viscoso. Nesse estado o pólen facilmente será aderido e iniciará a fecundação do óvulo.
É importante ressaltar que todo material usado no processo deve estar sempre limpo e desinfetado a cada vez que utilizado as medidas de higiene devem também se repetir para evitarmos problemas de contaminação até mesmo por doenças que podem ser transmitidas de planta para planta. Uma solução de água e sabão, ou álcool resolve qualquer problema.